TAUBATÉ / SP - segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O pediatra, a asma e o diagnóstico precoce

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O pediatra, a asma e o diagnóstico precoce


 “A atenção dos pediatras deve estar voltada para o diagnóstico e tratamento precoces”, salienta. Segundo a OMS, são cerca de 300 milhões de pessoas com asma no mundo e a doença é a principal causa de 250 mil mortes prematuras ao ano, três mil delas somente no Brasil, número “ainda alto” de óbitos e “quase todos poderiam ser evitados”, frisa.

 “Cabe ao pediatra observar os primeiros sinais e sintomas da doença e tomar medidas imediatas para a prevenção de complicações. Os casos mais graves e complexos devem ser encaminhados ao alergista pediátrico, que é o profissional que conhece aprofundadamente a área, ao mesmo tempo em que é especialista no cuidado com o organismo em crescimento e desenvolvimento”, ressalta. “É importante lembrar que a asma envolve aspectos genéticos, hereditários, mas também ambientais, com a exposição da criança a fatores que desencadeiam reações alérgicas. O pediatra deve ter conhecimento desta complexa interação para orientar a família sobre os cuidados necessários, nunca se esquecendo da profilaxia ambiental. As doenças alérgicas mais prevalentes na faixa etária pediátrica são a rinite, asma e a dermatite atópica. “Lactentes com sibilância recorrente e que também tenham dermatite atópica  e antecedentes familiares (pai e mãe com asma) são mais suscetíveis a desenvolverem a doença logo no início da vida”, diz o dr. Pérsio. 

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